Solidários com a Grécia, por uma alternativa à austeridade em Portugal e na Europa!

O apelo apresentado no último dia 8, e subscrito por mais de duas centenas de pessoas.

 

Iniciativa 8 de Maio

O povo grego deu nas últimas eleições um mandato democrático inequívoco ao seu novo governo para acabar com a humilhação a que tem sido submetido pelos credores internacionais nos últimos cinco anos e para pôr termo a uma austeridade sem fim que agravou todos os problemas do país e causou um desastre social e económico.
À vontade expressa pelo novo governo grego de renegociar a dívida pública em termos que lhe permitam exercer o seu mandato político, respeitar a vontade soberana do seu povo, enfrentar a catástrofe social e humanitária e recuperar a economia, respondem as instituições europeias e o FMI com despudorada arrogância e completo desrespeito pela democracia e pela soberania grega. Persistindo na imposição de uma política responsável pela crise económica e social na Europa e submissa aos interesses dos mercados financeiros, agravam todos os problemas da União Europeia e da zona euro.

Os portugueses conhecem por experiência própria o que significa a política de austeridade imposta pela troika e por uma governação que se colocou do lado dos credores. Nem a propaganda oficial do sucesso, nem a apresentação de Portugal como bom aluno, conseguem disfarçar o seu fracasso: crescimento da dívida, do desemprego, da precariedade e da pobreza; degradação dos serviços públicos, da saúde, da educação e da segurança social.
Reduzir o problema a um conflito entre a Grécia e a Europa significaria esquecer que o que hoje está em causa é a escolha entre uma política de submissão aos mercados financeiros, de desvalorização do trabalho e de desmantelamento do Estado Social e uma orientação política que promova a Europa como um espaço de cooperação e desenvolvimento partilhado, de justiça social e de respeito pela democracia, pelos direitos humanos e pela vontade soberana dos povos.
O resultado do processo de renegociação da dívida e dos compromissos da Grécia com as instituições europeias e com o FMI terá sempre profundas consequências para Portugal e para toda a União Europeia. Positivas, se houver um acordo que respeite a soberania, a dignidade e a liberdade de escolha do povo grego e salvaguarde a recuperação económica e social. Desastrosas, se os credores quiserem prosseguir o caminho da humilhação da Grécia e de outros povos da Europa.
Ser solidário com o povo grego é também defender Portugal, a democracia e a justiça social na União Europeia!

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